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Como vamos ver televisão no futuro?

Como vamos ver televisão no futuro?

Ver televisão é, também, uma experiência familiar. Desde o tempo da televisão a preto e branco e dos dois canais públicos que o programa familiar ao serão passa por ter alguns momentos sentados em frente ao pequeno écran. Hoje em dia, a dimensão dos televisores é bastante superior, tal como o número de canais e funcionalidades disponíveis. O grande desafio é conseguir reunir consenso sobre aquilo que se vai ver em determinado momento. Quando não havia escolha, ela estava feita por defeito. Atualmente, é preciso "negociar" sobre quem comanda a TV.

 

"No futuro, ver televisão será uma experiência exclusiva para cada pessoa", diz o Chief Product Officer do YouTube, Neal Mohan. Obviamente, o responsável da Google faz uma espécie de apelo àquilo que são os objetivos da empresa a nível mundial. Na verdade, há cerca de 20 anos que se fala da Web TV e só nos últimos anos ela se tornou uma realidade com aquilo que se designou como Netflixização da TV.

 

Há quem defenda que a televisão será cada vez mais uma experiência personalizada, individual. Mas será que esta estratégia, defendida essencialmente, pelas empresas que apostam na linha da lógica Youtube (porque, afinal, todos gostam de écrãs gigantes), ou a televisão será sempre o ponto de encontro ao serão familiar?

 

A resposta não é simples e basta olhar para o que sucedeu com o crescimento do negócio dos vídeos vistos no telemóvel ou computador. Cresceu de forma brutal e agora é preciso encontrar novos caminhos. A TV gigante na sala é o alvo.

 

Apesar das divergências existentes sobre qual o futuro da experiência de TV, todos concordam que os espetadores querem ver as séries ao seu ritmo. Gostam de escolher e voltar atrás neste capítulo é praticamente impossível. Por isso, multiplicam-se os conteúdos; surgem novas séries regularmente; e, neste capítulo, a Netflix deu um empurrão gigante para as grandes produções.

 

Os espetadores passaram a fazer verdadeiras maratonas para ver (ou rever) todos os episódeos de seguida. Esperar uma semana para ver um novo capítulo de uma série favorita é uma eternidade.

 

Por isso, além da televisão continuar a ser o local onde se assiste ao jornal da noite, se vê um jogo de futebol, ou acompanha a Fórmula 1, os espetadores querem também poder aceder ao mundo virtual. Querem poder navegar pelo Youtube (aliás, a TV é local onde, de acordo com os dados da Google, o Youtube tem crescido mais), sem as limitações da televisão tradicional.

 

Mesmo no que respeita aos operadores, que permitem gravar séries, assistir a programas já transmitidos, as exigências dos clientes levam a que haja também uma constante evolução nos serviços prestados.

 

Serviço mais personalizado

Nas famílias que têm essa possibilidade (e uma vez que os serviços de IPTV permitem ligar múltiplos aparelhos), podem existir diversos televisores em casa ou até quem recorra a aplicações como o MEO GO para ter uma maior privacidade e controlo sobre aquilo que pretende ver ou até agendar gravações de programas. Mas, este paradigma acaba por criar alguma distância entre a família. Está longe do ideal o cenário onde os filhos ficam no quarto a ver os desenhos animados, ou a jogar consola, o pai a ver o futebol e a mãe (aquelas que preferem outro programa) a assistir a um filme noutra televisão. O objetivo de um programa caseiro para um par de horas à noite será ter na TV um ponto de encontro. Assistir a um filme ou uma série é, por si só, toda uma experiência em casal ou família.

 

Ninguém sabe bem como vai ser a televisão do futuro ou como estaremos a assistir à TV em 2050, mas todos concordam que a personalização é o caminho para onde todos apontam. Especialmente no que respeita aos anunciantes. no entanto, as pessoas também querem ter o poder de escolher entre ver anúncios ou apenas a programação. Este é, de facto, um dos grandes temas que, do ponto de vista de negócio, mais se debate. Como tornar os conteúdos rentáveis se as pessoas desistem da publicidade? A resposta vale milhões.

 

Para o futuro, existem diversas tecnologias em teste como o recurso a óculos que possibilitam assitir a diferentes programas e/ou canais na mesma televisão. No entanto, todos os testes provam que as pessoas não ficam muito agradadas com esta tecnologia já que a necessidade dos óculos e o recurso a auriculares prejudicam a experiência. Certamente, haverá, num futuro próximo, uma tecnologia que irá contornar este "problema" mas, atualmente, é impossível tornar este sistema de visualização simultânea uma realidade.

 

Depois, e numa altura em que o 4K ainda não está massificado, já existem experiências ao nível do 8K ou até tecnologias mais avançadas. Mas, até que seja rentável e viável a sua comercialização, ainda vai um grande passo. Até lá, são estas tecnologias futuristas que animam os salões da especialidade onde as marcas apresentam "novidades" com preços de comercialização ao dia de hoje totalmente proibitivos.

 

Tudo num só aparelho

Hoje em dia, além do ecrãn, é preciso ligar a box, o router, a consola e, nalguns casos, ainda mais alguns aparelhos externos. O futuro, no entanto, será reunir tudo no interior do mesmo aparelho. Afinal, do ponto de vista tecnológico já é possível. Mas, será possível as diversas marcas entendenrem-se com operadores e produtores de consolas?

 

Além disso, navegar na Internet através da televisão é uma tarefa inglória com uma experiência de utilização muito negativa. Apesar dos ecrãns touch serem viáveis (qualquer criança, hoje em dia, toca na televisão como se estivesse a mexer num smartphone) ter que se deslocar do sofá até ao ecrã para navegar é uma espécie de retocesso ao tempo em que os televisores não tinham controlo remoto. Para os mais novos, sim, esse tempo existiu!

 

Aqui, o desenvolvimento das tecnologias que permitem interagir com equipamentos através do pensamento apresentam um salto quântico, mas haverá outras como as luvas usadas por Tom Cruise em Minority Report, por exemplo.

 

O futuro está em aberto e todos os dias são publicadas novas funcionalidades, algumas menos visíveis, que permitem dar mais um passo no caminho daquilo que será a experiência de televisão. Por isso, é muito importante que os espetadores optem por serviços que, além da qualidade, apostem constante inovação.

 

Vantagens e desvantagens da personalização

A televisão do futuro pode até ser uma incerteza mas ela vai sendo construída também à medida das escolhas de cada espetador. Talvez a personalização seja um modo de ver TV no futuro. Mas, além de individualista, quais as desvantagens de deixar a decisão daquilo que que cada um quer ver nas mãos da Inteligência Artificial?

 

Obviamente, quando se pensa no tema, todos gostam de poder escolher o que querem ver. Mas, será que se deve eliminar de todo um programa, filme ou série que, apesar de ser visto por alguns milhares de pessoas, não agrada à maioria?

 

Com este sistema, acabamos por ver eliminados alguns conteúdos e as produções serão também elas canalizadas para os temas mais populares. Por isso, este sistema apresenta algumas desvantagens e poderemos, em última análise, entregar a terceiros a nossa liberdade de escolha.

 

Além disso, o que irá suceder à indústria de filmes portugueses, por exemplo, que, apesar de terem pouca procura, há quem goste de os ver? Não sendo rentáveis, deixarão de ser apresentados no menu de escolha. Estaremos preparados para ser "conduzidos" por filmes como Wolf Warrier (a versão chinesa de Rambo)?

 

Ver televisão é muito mais do que apenas assistir a um filme ou uma série. É entretenimento mas também uma forma de comunicação em massa. E cabe a cada um dos telespetadores ajudar a definir o futuro.

 

Mas, será que vamos mesmo chegar ao ponto em que ver televisão vai ser uma experiência individualista?

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